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sábado, 13 de novembro de 2010

Um outro mundo é possível



foto de Adriana Medeiros


Já escrevi aqui sobre a quantidade de palpites, muitos deles infelizes, que as grávidas e recém-paridas ouvem por aí. Mas, justiça seja feita, o fato da gravidez nos tornar assunto público também tem seu lado bonito. Somos olhadas com ternura, sobretudo por mulheres. A cada momento, somos interpeladas com votos de bom parto, de saúde para o bebê, de felicidades e todas as boas energias. Quando reclamamos de algo ou nos estressamos por algum motivo, somos vistas com complacência. A toda hora nos oferecem assentos, comidinhas, água e mimos. Estamos cercadas de delicadezas...
A mulher grávida espalha esperança, é representação da continuidade da vida, da vitória do ser humano sobre a desumanização que nos cerca, sua aura é sagrada. Poucos seres ainda conseguem despertar tantos sentimentos de solidariedade em nossa sociedade quanto a mulher grávida. E isso é muito bonito de sentir e viver.
Gravidez é a possibilidade viva da utopia. Bendito seja o tempo de gestar!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A gente não quer só comida


A alimentação é uma das maiores preocupações das grávidas. Medo de engordar, de não comer cálcio e vitaminas suficientes para o bebê, diabetes gestacional, entre outras preocupações, estão sempre presentes nas nossas conversas. No entanto, nem sempre damos atenção a algo fundamental: de onde vêm e como são cultivados os alimentos que comemos? Por vezes, mesmo procurando uma alimentação saudável, com farta ingestão de frutas, legumes e verduras, estamos ingerindo excesso de agrotóxicos e contribuindo para a destruição do planeta.
Devido à falta de reforma agrária e de políticas públicas de apoio ao pequeno produtor, que produz mais de 60% dos alimentos que chegam à nossa mesa, somos um país campeão da comida envenenada. Os alimentos orgânicos, produzidos sem agrotóxicos e a partir de cultivos agroecológicos ainda são caros e de difícil acesso.
Esta é uma questão que nós, grávidas e mães, temos de discutir e reivindicar como parte da herança que deixaremos para nossos filhos. O agronegócio destrói o meio ambiente e seu modelo predatório nos condena a uma comida que gera doenças cada vez mais comuns, como alergias e mesmo câncer.
No Rio de Janeiro, há a opção da Rede Ecológica, grupo de produtores agroecológicos e consumidores que se organizam para ter acesso a esses alimentos com preços mais baratos e garantia de procedência. Sou associada da rede e, desde então, a maior parte do que comemos aqui em casa vem de culturas agroecológicas, sem veneno, realizadas por pequenos produtores. Comemos uma comida deliciosa e barata, com produtos variados. Além de verduras e legumes (o melhor aipim que já comi), castanha-do-pará, arroz, feijão, linhaça, mel, melado, doces, granola, pães, tudo com sabor incomparável. Quem come um tomate sem agrotóxico percebe a diferença imediata.
Para quem se interessar, é só ver as informações em http://www.redeecologicario.org/
Bom apetite!